Associações Comerciais preparam manifesto contra escala 6x1.

Reunião realizada na sede da Associação Comercial de São Paulo
Em meio a um importante ano eleitoral e uma polarização dos debates que impactam diretamente os pequenos negócios, a Rede de Associações Comerciais inicia uma nova mobilização em defesa das micro e pequenas empresas, responsáveis pela maior geração de emprego e renda no País.
Durante reunião de vice-presidentes da Facesp, realizada nesta segunda-feira (23/02), lideranças do sistema associativista definiram três pautas prioritárias para 2026: protagonismo nas eleições, com apoio a propostas alinhadas à classe empreendedora; mobilização nacional pela aprovação do voto distrital; e a construção de um manifesto contra a redução da escala 6x1, com o objetivo de dar voz à insatisfação do setor produtivo.
Para fortalecer o posicionamento contrário à diminuição da jornada de trabalho, as Associaçãoes Comerciais receberão dados técnicos e econômicos que poderão ser compartilhados nos municípios e regiões, demonstrando os impactos negativos da proposta sobre a economia local e a sustentabilidade dos pequenos negócios.
Presente à reunião, o conselheiro da Facesp, Guilherme Afif Domingos, afirmou que a redução da carga horária sem contrapartida em qualificação profissional representa “um desastre anunciado”. Segundo ele, o tema exige uma mobilização pública expressiva, iniciando por São Paulo, para demonstrar a insatisfação do setor produtivo diante da exclusão do debate. Afif também ressaltou que a mudança pode ser prejudicial aos próprios trabalhadores, ao comprometer a viabilidade financeira de milhares de pequenos negócios.
Uma das estratégias da mobilização será apresentar aos colaboradores os impactos diretos da proposta, mostrando que muitos empreendedores não terão condições de manter o negócio em funcionamento, gerando demissões.
Para o presidente da CACB e Facesp, Alfredo Cotait Neto, trata-se de projetos com viés eleitoreiros, que ignoram efeitos estruturais sobre a economia. Segundo ele, há risco de decisões parlamentares orientadas pela busca de popularidade, sem análise de consequências de médio e longo prazo. Cotait defende uma atuação firme das ACs e da sociedade civil organizada para expor a superficialidade do debate e os impactos reais sobre empresas, empregos e renda.
A Facesp avalia que, por se tratar de um tema eleitoral, a reação precisa ser rápida, estruturada e contundente, apresentando alternativas concretas à proposta em discussão.
FONTE: FACESP
